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Reabilitação Funcional e Exercícios Terapêuticos no Controle da Dor Crônica Musculoesquelética
Introdução
A dor crônica musculoesquelética — que persiste por mais de 3 meses — é uma das principais causas de incapacidade no mundo. Ela envolve alterações nos tecidos moles, articulações e também no sistema nervoso central. A reabilitação funcional atua não apenas nos sintomas, mas nos mecanismos que perpetuam a dor.
Mecanismos e Fundamentos
Neuroplasticidade e dor: A dor crônica envolve sensibilização do sistema nervoso, com amplificação de sinais dolorosos mesmo na ausência de lesões agudas. A reabilitação pode “reprogramar” essas vias através de estímulos motores controlados.
Controle motor: Treinos que promovem coordenação e estabilidade diminuem respostas dolorosas inadequadas.
Força e resistência: O aumento de capacidade muscular diminui sobrecarga articular e fadiga — fatores que perpetuam a dor.
Evidências Científicas
Estudos mostram que programas de exercício supervisionados têm eficácia equivalente ou superior a tratamentos farmacológicos isolados para lombalgia crônica, osteoartrite e tendinopatias.
Meta-análises indicam redução significativa da dor e melhora da função quando combinados exercício + educação em dor comparado ao controle ou tratamento passivo.
Componentes de um Programa Eficaz
- Avaliação funcional inicial — identificar déficits de movimento e padrões compensatórios.
- Objetivos personalizados — metas específicas como caminhar sem dor, subir escadas, etc.
- Progressão gradual — começar com cargas leves e aumentar conforme tolerância.
- Educação em dor — explicar mecanismos de dor, encorajando a autoconfiança.
- Revisão periódica — adaptação conforme resposta clínica.
Recomendações Práticas
- Use escalas de dor e funcionalidade (ex.: ODI, WOMAC) para monitorar evolução.
- Combinar exercícios aeróbicos, fortalecimento e trabalho de controle motor.
- Oferecer orientações domiciliares e estratégias de autocuidado.
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