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ArtigosDor Miofascial e Pontos-Gatilho: Diagnóstico Diferencial e Estratégias Terapêuticas Modernas

Dor Miofascial e Pontos-Gatilho: Diagnóstico Diferencial e Estratégias Terapêuticas Modernas

Introdução

A síndrome dolorosa miofascial é uma das causas mais subdiagnosticadas de dor musculoesquelética crônica. Frequentemente confundida com radiculopatias, hérnias discais ou patologias articulares, ela pode coexistir com outras condições estruturais, dificultando o manejo clínico.

Fisiopatologia

  • Formação de pontos-gatilho miofasciais (áreas hiperirritáveis dentro de bandas tensas musculares).
  • Alterações na placa motora com liberação excessiva de acetilcolina.
  • Redução do fluxo sanguíneo local → hipóxia → acúmulo de metabólitos → dor.
  • Sensibilização periférica e central.

Diagnóstico Clínico

Critérios incluem:

  • Banda muscular palpável.
  • Dor referida característica ao pressionar o ponto.
  • Restrição de amplitude de movimento.
  • Reprodução da dor do paciente durante exame físico.

Exames de imagem geralmente são normais — reforçando a importância da avaliação clínica criteriosa.

Abordagens Terapêuticas

  • Liberação miofascial manual.
  • Dry needling.
  • Acupuntura.
  • Terapia por ondas de choque.
  • Exercícios de alongamento ativo e fortalecimento progressivo.

Intervenções:

  • Infiltração com anestésico local.
  • Toxina botulínica em casos refratários.

Evidências Científicas

Estudos mostram que dry needling e infiltrações reduzem dor em curto prazo, mas a associação com reabilitação ativa gera melhores resultados sustentáveis.

Recomendação Clínica

Tratamento multimodal é superior a intervenções isoladas. Educação do paciente é fundamental para prevenir recorrências.

11/02/2026