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Dor Miofascial e Pontos-Gatilho: Diagnóstico Diferencial e Estratégias Terapêuticas Modernas
Introdução
A síndrome dolorosa miofascial é uma das causas mais subdiagnosticadas de dor musculoesquelética crônica. Frequentemente confundida com radiculopatias, hérnias discais ou patologias articulares, ela pode coexistir com outras condições estruturais, dificultando o manejo clínico.
Fisiopatologia
- Formação de pontos-gatilho miofasciais (áreas hiperirritáveis dentro de bandas tensas musculares).
- Alterações na placa motora com liberação excessiva de acetilcolina.
- Redução do fluxo sanguíneo local → hipóxia → acúmulo de metabólitos → dor.
- Sensibilização periférica e central.
Diagnóstico Clínico
Critérios incluem:
- Banda muscular palpável.
- Dor referida característica ao pressionar o ponto.
- Restrição de amplitude de movimento.
- Reprodução da dor do paciente durante exame físico.
Exames de imagem geralmente são normais — reforçando a importância da avaliação clínica criteriosa.
Abordagens Terapêuticas
- Liberação miofascial manual.
- Dry needling.
- Acupuntura.
- Terapia por ondas de choque.
- Exercícios de alongamento ativo e fortalecimento progressivo.
Intervenções:
- Infiltração com anestésico local.
- Toxina botulínica em casos refratários.
Evidências Científicas
Estudos mostram que dry needling e infiltrações reduzem dor em curto prazo, mas a associação com reabilitação ativa gera melhores resultados sustentáveis.
Recomendação Clínica
Tratamento multimodal é superior a intervenções isoladas. Educação do paciente é fundamental para prevenir recorrências.
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