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Inflamações Repetitivas: Quando Tendinites e Bursites Recidivantes Levam à Cirurgia Minimamente Invasiva
Tendinites e bursites que voltam repetidamente, mesmo após tratamento adequado, podem causar danos estruturais ao tendão ou à bursa. Quando a inflamação se torna crônica e afeta a função, a cirurgia minimamente invasiva pode ser indicada para remover tecido inflamado, liberar aderências ou reparar pequenas lesões. A decisão é feita com base em exame clínico, imagem e falha documentada do tratamento conservador.
Por que inflamações repetitivas podem levar à cirurgia?
Quando um tendão ou uma bursa inflama várias vezes ao longo de meses, isso deixa de ser um episódio isolado. A região passa a sofrer alterações como espessamento do tecido, acúmulo de líquido, pequenas fibroses e até microlesões. Essas mudanças estruturais dificultam a recuperação espontânea e mantêm a dor ativa.
Com o tempo, o tendão ou a bursa pode:
- Perder elasticidade
- Criar aderências que limitam o movimento
- Desenvolver áreas degeneradas
- Incomodar até em atividades simples do dia a dia
Quando isso acontece mesmo após meses de fisioterapia, medicação, ajustes de atividade e infiltrações bem indicadas, a cirurgia minimamente invasiva passa a ser considerada.
Nesses casos, o objetivo da cirurgia não é “tirar a inflamação”, mas corrigir as alterações que impedem o tendão ou a bursa de se recuperar, como tecido inflamado persistente, aderências ou pequenas rupturas.
Como é feito o diagnóstico?
O médico junta três pilares para entender a situação:
1. Exame clínico
Avaliação de dor, movimentos que pioram a inflamação, força muscular e testes de provocação. É nessa etapa que se identifica o padrão das crises e o impacto funcional.
2. Ultrassom dinâmico
Permite ver a inflamação acontecendo em movimento, detectando áreas engessadas, espessamento do tendão ou acúmulo de líquido.
3. Ressonância magnética
Mostra danos mais profundos, como degeneração tendínea ou rupturas parciais. Serve para confirmar que a lesão é estrutural e não apenas inflamatória.
O que é tentado antes da cirurgia?
A cirurgia é sempre a última opção, principalmente porque muitas inflamações repetitivas melhoram quando o paciente corrige hábitos e biomecânica.
As abordagens conservadoras incluem:
- Ajuste das atividades que causam sobrecarga
- Fisioterapia com foco em fortalecimento e mobilidade
- Uso de órteses ou suportes em casos selecionados
- Infiltrações (corticóide, ácido hialurônico ou PRP)
- Terapia por ondas de choque
- Correção postural e reequilíbrio muscular
A cirurgia só entra em discussão quando todas essas opções são usadas corretamente e não conseguem impedir que a inflamação volte.
O que envolve o pré-operatório?
Antes de decidir pelo procedimento, o médico:
- Confere exames atualizados
- Avalia se a lesão realmente explica a dor
- Explica os objetivos da cirurgia (redução da dor e melhora funcional)
- Alinha expectativas de recuperação
- Planeja a reabilitação pós-operatória
Como se trata de um procedimento minimamente invasivo, o foco é preservar o máximo possível do tendão e da bursa.
Como é a recuperação?
A recuperação costuma ser mais rápida do que em cirurgias abertas, mas requer disciplina:
- Movimentação precoce, dentro do limite seguro
- Fisioterapia para recuperar força e amplitude
- Adaptação gradativa às atividades de rotina
- Retorno progressivo ao esporte ou esforço repetitivo
O sucesso da cirurgia depende tanto da técnica quanto da reabilitação e da correção dos fatores que causaram a lesão no início.
Expectativas e riscos
A maioria dos pacientes apresenta melhora da dor e da mobilidade quando a indicação é correta. Entretanto, é importante saber que:
- O tendão precisa de tempo para cicatrizar
- Fatores biomecânicos devem ser corrigidos para evitar novas crises
- Existe risco de recidiva se o estilo de movimento não mudar
As cirurgias minimamente invasivas tendem a ter menos dor no pós-operatório, menor cicatriz e recuperação mais rápida.
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