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ArtigosLesões estruturais identificadas por exames: quando elas podem levar à indicação de procedimentos minimamente invasivos

Lesões estruturais identificadas por exames: quando elas podem levar à indicação de procedimentos minimamente invasivos

Dor constante, formigamento, queimação ou perda de força podem parecer sintomas comuns, mas muitas vezes indicam algo mais profundo: uma alteração estrutural que está comprometendo o funcionamento normal de nervos, articulações ou tecidos.

Quando exames como ressonância magnética (RM), tomografia ou ultrassom revelam lesões anatômicas claras, como hérnias, cistos ou compressões nervosas, e esses achados correspondem exatamente aos sintomas do paciente, isso pode mudar completamente o caminho do tratamento.

Nessas situações, e principalmente quando os tratamentos conservadores não trazem melhora, procedimentos minimamente invasivos tornam-se uma opção eficaz e segura.

A seguir, você entenderá por que essas lesões levam à cirurgia, como é feito o diagnóstico, quais tratamentos podem ser tentados antes e o que esperar do processo.

O que são lesões estruturais?

Lesões estruturais são alterações anatômicas reais e visíveis em exames, que incluem:

  • Hérnias de disco que pressionam raízes nervosas.
  • Cistos sinoviais que ocupam espaço e comprimem estruturas ao redor.
  • Protrusões, fragmentos ósseos ou tecidos inflamados que invadem áreas que deveriam estar livres.
  • Estenoses (estreitamentos) que dificultam o fluxo natural de nervos e vasos.

Essas alterações geralmente não desaparecem sozinhas e, dependendo da intensidade, podem gerar dor persistente e até déficit neurológico.

Por que essas lesões podem levar à cirurgia minimamente invasiva?

Para indicar cirurgia, o médico precisa ter uma correlação clara: o que aparece no exame precisa explicar exatamente o que o paciente sente.

Por exemplo:

  • Dor que desce pela perna seguindo o trajeto de um nervo → hérnia de disco comprimindo essa raiz.
  • Dormência e fraqueza específica na mão → compressão nervosa bem localizada.
  • Dor profunda e limitada a um ponto, associada a um cisto → compressão mecânica contínua.

Quando essa relação existe e o paciente não melhora com fisioterapia, medicamentos e infiltrações, a cirurgia minimamente invasiva pode ser indicada para:

  • Remover a lesão (como um cisto).
  • Reduzir a pressão sobre o nervo.
  • Liberar o espaço anatômico comprimido.
  • Restabelecer o movimento normal das estruturas.
  • O objetivo central é interromper a fonte mecânica da dor.

Como é feito o diagnóstico antes da cirurgia?

A indicação não se baseia apenas no exame. Ela é a soma de três peças fundamentais:

1. Exame físico detalhado

O médico avalia:

  • reflexos;
  • sensibilidade;
  • força muscular;
  • testes de provocação da dor;
  • amplitude de movimento.

Isso ajuda a identificar quais nervos, articulações ou tendões estão comprometidos.

2. Exames de imagem

Os mais utilizados são:

  • Ressonância magnética (RM) – ideal para hérnias, compressões, edema, inflamação e tecidos moles.
  • Tomografia computadorizada (TC) – excelente para avaliar ossos e estreitamentos mais rígidos.
  • Ultrassom – útil para cistos, tendões e estruturas superficiais.

Os exames confirmam a origem exata da alteração.

3. Testes complementares

Em alguns casos, são usados para confirmar a origem da dor:

  • Eletromiografia (EMG): avalia função dos nervos e músculos.
  • Infiltrações diagnósticas: anestésicos aplicados em locais específicos para ver se os sintomas melhoram temporariamente.
  • Quando todos esses elementos “contam a mesma história”, a indicação cirúrgica é mais precisa e segura.

Conclusão

Lesões estruturais vistas em exames — hérnias, cistos, compressões nervosas — são sinais claros de que existe uma causa física sustentando a dor. Quando elas correspondem aos sintomas e não melhoram com tratamentos conservadores, a cirurgia minimamente invasiva se torna uma solução lógica, segura e eficaz.

Ela permite aliviar a pressão sobre nervos e articulações, restaurar função e evitar que o problema evolua para algo mais grave.

Esse tipo de abordagem combina precisão, recuperação rápida e menor impacto no corpo, oferecendo ao paciente a oportunidade de voltar à rotina com mais conforto e qualidade de vida.

12/12/2025

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