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ArtigosBiomarcadores e Imagem na Predição de Resposta ao Tratamento Musculoesquelético

Biomarcadores e Imagem na Predição de Resposta ao Tratamento Musculoesquelético

Introdução

Identificar quais pacientes irão responder melhor a tratamentos conservadores ou invasivos é um dos maiores desafios da ortopedia moderna. Biomarcadores e técnicas avançadas de imagem estão abrindo caminhos para medicina mais personalizada.

Biomarcadores Inflamatórios e Moleculares

  • PCR ultrasensível (hs-CRP) e citocinas específicas podem refletir estados pró-inflamatórios.
  • Perfis genéticos e epigenéticos podem influenciar resposta à dor e à inflamação.
  • Biomarcadores de reparo tecidual (ex.: fatores de crescimento) auxiliam na escolha de terapias regenerativas.

Avanços em Imagem

  • Ultrassom dinâmico com elastografia — avalia rigidez tecidual em tendões e músculos.
  • Ressonância magnética funcional — identifica alterações de sinal em cartilagens e tecidos moles relacionados a dor clínica.
  • Tensor de difusão — avalia integridade de fibras nervosas em compressões nervosas.

Aplicações Clínicas

  • Pacientes com alta expressão de mediadores inflamatórios podem beneficiar-se de terapia mais agressiva precoce.
  • Imagem avançada pode diferenciar pacientes com lesões estruturais significativas daqueles cujos sintomas são mais relacionados à sensibilização central.

Evidências Científicas

Pesquisas mostram correlação entre determinados perfis biomoleculares e menores taxas de sucesso com tratamentos conservadores em tendinopatias crônicas.

Desafios e Perspectivas

  • Alto custo e acesso limitado a técnicas avançadas de imagem.
  • Necessidade de padronização de biomarcadores clínicos.

Recomendações Práticas

  • Integrar resultados de exames avançados com avaliação clínica completa.
  • Utilizar biomarcadores de forma complementar — não isolada — para tomada de decisão.
  • Monitorar resposta ao tratamento com medidas objetivas e subjetivas.
16/01/2026